Trancado em um labirinto de indefinições, é assim que hoje me sinto...
para todos os lados onde olho, o que vejo são dúvidas e mais dúvidas.
Situações que me deixam cada vez mais desanimado com relação a sentimentos, fazendo com que deixe de acreditar em um horizonte, e pense apenas em consertar o passado, que foi brutalmente quebrado...
Tudo o que eu preciso é encontrar esse horizonte, descobrir novos ares, mudar quem sabe a minha percepção....
Fechar a porta para o passado, e abrir a janela para a sorte, deixando que ela entre, e possa permanecer.
Sinais podem aparecer a cada momento, trazendo uma esperança ainda que momentânea, mas suficientemente importante para que faça esquecer o que fez mal, mesmo que apenas por alguns instantes.
Vestir esse esquecimento é um dos melhores remédios, o problema é que geralmente esses fantasmas insistem em perturbar o nosso sono... Aparecem a todo momento, não deixando que agente esqueça dos momentos de dor, deixando que essa ferida continue aberta.
A fé é o único caminho para a cura, a fé em si mesmo, a fé que isso pode sim passar... O tempo pode até ser o senhor da razão, mas esqueceram de falar para que nesse caso, ele corra rápido...
Pode até ser necessário um período de aprendizagem, um tempo para absorver o que de bom pode-se tirar de tudo, mas enquanto isso não acontece, a ferida continua sangrando, e as vezes, a cura se torna praticamente impossível.
Quem sabe um dia, meus dias tenham um colorido diferente...
Quem sabe esse pontinho de felicidade já exista,
ou quem sabe, eu precise olhar a fundo para perceber onde preciso melhorar...
Ou ainda quem sabe, a paz que eu procuro está em mim...
A resposta, só daqui a um tempo, infelizmente...
Frase do dia: "Descobrir outros ares, acho que preciso me encontrar..."
Já não sei o que busco.
ResponderExcluirToda essa carcaça de decisão se desfez, no sopro do imprevisto, da realidade.
A busca por caprichos se encontrou com a solidão. E aí, valeu?
Vejo ao meu ao redor brilhantes seres de luz, do qual me opaco, fria, insossa.
Preciso me construir. Preciso ter-me orgulho e disposição. Quero encontrar comigo mesma e ser luz.
Quero-me feliz. Encontro-me em meio a um oceano,
de ondas mais fortes que eu,
e corais que me escapam a vista,
seja por não saber nadar,
seja por me embriagar de espumas,
que desfalecem e salgam a garganta.
Do broto brusco, se fez fênix que acorda. E está em cinzas.
Não sou nada daquilo que quero ser,
Nem poeta, nem artista, nem sábia.
Não sou veloz, nem carismática e nem atraente.
Não sou engraçada, na verdade descarada, vagante,
E por fim, e ao menos, observadora. Apenas.
Mas o caldo não se aprecia se não há tato para conhecê-lo.
Firma-me os pés. Faça-me ser.
Limpa-me, dispa-me, dispa-me.
Não toco violino, nem falo ingles e nem capoeira.
Não sou internacionalista, nem inteligente e nem criativa.
Na verdade sou pragmática e conservadora.
Não tenho um blog, nem pontualidade.
O que posso mudar? Onde posso tocar?