quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"Acho que preciso me encontrar..."

Um comentário:

  1. Já não sei o que busco.
    Toda essa carcaça de decisão se desfez, no sopro do imprevisto, da realidade.
    A busca por caprichos se encontrou com a solidão. E aí, valeu?
    Vejo ao meu ao redor brilhantes seres de luz, do qual me opaco, fria, insossa.
    Preciso me construir. Preciso ter-me orgulho e disposição. Quero encontrar comigo mesma e ser luz.
    Quero-me feliz. Encontro-me em meio a um oceano,
    de ondas mais fortes que eu,
    e corais que me escapam a vista,
    seja por não saber nadar,
    seja por me embriagar de espumas,
    que desfalecem e salgam a garganta.
    Do broto brusco, se fez fênix que acorda. E está em cinzas.
    Não sou nada daquilo que quero ser,
    Nem poeta, nem artista, nem sábia.
    Não sou veloz, nem carismática e nem atraente.
    Não sou engraçada, na verdade descarada, vagante,
    E por fim, e ao menos, observadora. Apenas.
    Mas o caldo não se aprecia se não há tato para conhecê-lo.
    Firma-me os pés. Faça-me ser.
    Limpa-me, dispa-me, dispa-me.
    Não toco violino, nem falo ingles e nem capoeira.
    Não sou internacionalista, nem inteligente e nem criativa.
    Na verdade sou pragmática e conservadora.
    Não tenho um blog, nem pontualidade.
    O que posso mudar? Onde posso tocar?

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